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Notícia - 5 características de quem está com compulsão alimentar 5 características de quem está com compulsão alimentar

Comer, comer, comer e comer… Apesar de não existir a sensação de fome, a vontade de comer permanece. O cenário descrito pode parecer um caso de gula, mas também é um dos sinais mais comuns da chamada compulsão alimentar. Mas não é o único.

Segundo a endocrinologista Maria Teresa Zanella, professora titular de Endocrinologia na Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP), outros sintomas caracterizam o quadro e podem facilitar a identificação do distúrbio alimentar.

Compulsão alimentar: entenda o que é

De acordo com Maria Tereza, o episódio de compulsão alimentar (binge eating) acontece quando uma pessoa ingere uma quantidade maior de alimentos em um intervalo de tempo considerado curto (por exemplo, cerca de duas horas) do que a maioria dos indivíduos costuma fazer no mesmo período.

"Durante os episódios, os pacientes sentem que não têm controle sobre a alimentação. Eles sentem que não conseguem parar de comer ou controlar a quantidade de alimentos ou o que estão comendo", diz a médica.

A perda de controle somada ao sentimento de culpa, segundo a endocrinologista, é uma característica essencial da compulsão.

Mas, além do episódio esporádico, é possível que a pessoa apresente o transtorno da compulsão alimentar - um quadro que atinge principalmente a população obesa, embora também esteja presente em pessoas de peso normal.

Transtorno da compulsão alimentar: sinais

Para o diagnóstico do transtorno da compulsão alimentar, é necessário que pelo menos três dos seguintes itens sejam observados uma vez por semana durante um período mínimo de três meses:

- Ingerir grandes quantidades de comida mesmo quando não há fome física;

- Comer muito em um período de duas horas, com uma sensação de falta de controle sobre a alimentação (um sentimento de que não se pode parar de comer ou controlar o que ou quanto se come);

- Comer muito mais rápido do que o normal;

- Comer até sentir-se desconfortavelmente cheio;

- Comer sozinho por se sentir constrangido, envergonhado, deprimido ou muito culpado depois.

A médica ainda diz que, geralmente, o distúrbio é acompanhado de sentimentos de desconforto físico, angústia, vergonha e, principalmente, culpa após a ingestão de alimentos.

O diagnóstico também não é fácil. "O transtorno da compulsão alimentar periódica pode ser difícil de detectar porque os pacientes geralmente sentem vergonha. A presença do distúrbio é sugerida quando se verifica uma insatisfação com o corpo, particularmente com peso maior que o esperado associado a grandes flutuações de peso e sintomas depressivos."

Obesidade e compulsão alimentar

A população obesa é a mais afetada pelo transtorno da compulsão alimentar. Segundo Maria Tereza, uma das razões para isso é que, em alguns casos, a compulsão tem causas que podem levar à obesidade, como os distúrbios do próprio organismo que comprometem o mecanismo de fome e saciedade.

Outro fator que explica esta relação é a existência de pressões sociais, que levam a pessoa obesa a procurar dietas restritivas e outros métodos para uma uma rápida perda de peso, podendo ocasionar quadros de compulsão e o famoso "efeito sanfona".

“Ocorrem alterações no comportamento que indicam maior risco de desenvolver o transtorno da compulsão alimentar, sendo a falta de controle na ingestão de alguns alimentos uma das principais.”

Comer demais nem sempre é compulsão alimentar

É importante salientar que comer demais de forma isolada, a chamada hiperfagia, pode acontecer por diferentes motivos que não têm a ver com a compulsão alimentar.

Uma das razões pode ser o simples fato de que muitas pessoas sentem mais fome do que o padrão - o que acaba causando impacto frente aos demais indivíduos.

A bulimia nervosa também pode ser confundida com o transtorno de compulsão alimentar. Porém, a diferença entre os dois distúrbios alimentares é que, enquanto a bulimia se vale de episódios de hiperfagia associada a comportamentos compensatórios inadequados para evitar ganho de peso (uso de laxantes e diuréticos, expurgo (vômito), prática de atividade física excessiva, etc.), o transtorno de compulsão alimentar não.

Quadros ligados à saúde mental, como fobia social, depressão, estresse pós-traumático, baixa autoestima, abuso ou dependência de álcool e outras substâncias, também podem se manifestar por meio da compulsão alimentar.

Diagnóstico da compulsão alimentar é importante

Por isso, é importante saber reconhecer e diferenciar os sinais de um transtorno de compulsão alimentar de outros quadros de saúde - sempre com a ajuda e com a avaliação de um profissional de saúde.

Afinal, indivíduos com este histórico correm um risco aumentado de desenvolver vários tipos de distúrbios incluindo dor crônica, diabetes mellitus, hipertensão e obesidade, que, por sua vez, predispõe também problemas ortopédicos.

"Além disso, em pessoas obesas que estão em tratamento, os episódios de comer exageradamente que caracterizam o transtorno atrapalham o processo de emagrecimento. Em pessoas submetidas à cirurgia bariátrica, episódios de compulsão alimentar se associam à maior probabilidade de recuperação de peso, que pode chegar a 50% do peso máximo perdido após a cirurgia."

Existe tratamento para compulsão alimentar?

Sim. O tratamento para a compulsão é multidisciplinar e envolve acompanhamento de psicólogo, psiquiatra, endocrinologista e nutricionista.

Em alguns casos, Maria Teresa explica que pode ser necessário o uso de medicamentos para o alívio dos sintomas.

“O uso de medicamentos pode ser necessário para tratamento da ansiedade, da depressão, da compulsão alimentar e mesmo para o menor consumo de alimentos, o que deve ser sempre orientado por médicos."

Fonte: VIX


 
 
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