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Notícia - Conheça seis opções de adoçante natural Conheça seis opções de adoçante natural

Conheça seis opções de adoçante natural para se livrar de uma vez por todas do açúcar branco e dos edulcorantes artificiais. Entenda:

Açúcar e adoçantes artificiais

"Açúcar" é o nome genérico dado para designar os diferentes tipos de carboidratos, como glicose, frutose, maltose, lactose e sacarose. Existem também os adoçantes ou edulcorantes, substâncias diferentes do açúcar utilizadas para dar sabor doce aos alimentos.

Riscos à saúde

Sabemos que existem muitos problemas relacionados ao consumo excessivo de açúcar, como o aumento de peso, a obesidade e, por consequência, o risco de desenvolver diabetes (saiba mais sobre esse tema na matéria: "Açúcar: o mais novo vilão da saúde"). Várias pesquisas também apontam os efeitos negativos na saúde provenientes do consumo de adoçante, como a ingestão em menor quantidade de vitaminas e minerais devido ao maior consumo de produtos que contém esse elemento, como os refrigerantes diet.

O adoçante pode ser feito de edulcorantes naturais ou artificiais. As dúvidas sobre os efeitos na saúde estão relacionadas ao consumo de adoçantes que possuem edulcorantes artificiais, como o aspartame, que, ao ser metabolizado, origina produtos danosos ao organismo.

Por isso, adoçantes naturais são apontados como alternativas mais saudáveis.

Alternativas ao adoçante

Como dito anteriormente, existem outros tipos de adoçante que contém edulcorantes naturais, como o xilitol e o estévia. Confira:

1. Estévia contra diabetes

O edulcorante estévia é extraído das folhas da planta Stevia rebaudiana (Bert.) Bertoni, originalmente encontrada desde o Paraná até o Paraguai, sendo a única dentre 200 espécies que possui o extrato usado como adoçante, apesar de ter um sabor levemente amargo.

Esse extrato, que adquire a característica de um pó branco e que não possui calorias, segundo estudo, é utilizado pela indústria de alimentos em bebidas, enlatados, biscoitos e gomas de mascar, tanto no Brasil como no Japão.

De acordo com levantamento realizado pelo Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), o estévia tem o poder de adoçar até 300 vezes mais que o açúcar comum, sendo que 16 mg do adoçante natural equivalem a uma colher de sopa de açúcar. A ingestão máxima permitida por dia de estévia é de 5,5 mg/kg de peso corporal.

Segundo pesquisa sobre as propriedades do estévia no tratamento contra o diabetes, o adoçante natural foi capaz de estimular a produção de insulina em testes realizados, mostrando-se efetivo no tratamento.

Outro aspecto positivo do estévia para a saúde, apontado pela mesma pesquisa, é a sua capacidade de atuar como antioxidante, combatendo radicais livres que podem destruir células saudáveis. O estévia também pode ser utilizado para o tratamento de uma doença genética chamada fenilcetonúria, que reduz a expectativa de vida da pessoa portadora, além de causar outros graves problemas.

2. Xilitol previne cáries, osteoporose e outras doenças

O xilitol é um álcool obtido da glicose e da frutose. Ele possui a propriedade de limitar a proliferação de micro-organismos causadores de cárie nos dentes. O xilitol também é eficiente no combate à bactéria causadora de sinusites e infecções do ouvido.

Como o xilitol não depende da insulina para ser metabolizado pelo organismo, ele pode ser utilizado por pessoas com diabetes tipo I ou tipo II. Para pessoas que estão em estado de pós-operatório ou pós-traumático, o xilitol ajuda na metabolização eficiente da glicose pelo organismo porque proporciona um aumento limitado de insulina e glicose no sangue destas pessoas.

Outro beneficio proporcionado pelo uso do xilitol é no combate e tratamento da osteoporose. Ele é capaz de estimular a absorção de cálcio pelo intestino, permitindo que este passe do sangue para os ossos.

3. Agave, antioxidante natural

A família da planta chamada Agave sp. possui várias espécies capazes de produzir mel de agave ou xarope de agave. As plantas agave são nativas do México e de alguns locais dos Estados Unidos, como a Flórida. As espécies de agave são utilizadas há muitos séculos por indígenas dessas regiões como alimento e para preparo de bebidas.

A espécie Agave tequilana fornece a seiva para produção de tequila e existem pesquisas que atestam a possibilidade de usar a substância para produção de etanol.

O mel de agave pode ser utilizado como um adoçante natural substituto do açúcar. Esse produto, segundo estudo, é extraído da agave após alguns anos do seu desenvolvimento e antes do período de floração. A seiva adocicada fica armazenada no centro da planta e então é extraída e filtrada. No México, o nome do mel ou xarope de agave é aguamiel.

O mel de agave é um antioxidante natural, probiótico e que possui índice glicêmico baixo (entre 20 e 30), porém ele não pode ser utilizado por diabéticos porque possui de 50% a 90% de frutose em sua composição.

A seiva de agave possui 16 calorias em uma colher de sopa, as mesmas calorias contida em uma colher de açúcar comum (sacarose), porém a seiva é 70% mais doce do que o açúcar. Desse modo, precisamos de menos quantidade de seiva. É importante que a agave seja utilizada com cautela, principalmente por causa dos efeitos de aumento de peso e devido à grande quantidade de frutose nela presente.

4. Açúcar de coco

O açúcar de coco é amplamente utilizado na Indonésia, sendo conhecido como nira. Na culinária, o ingrediente é usado em bebidas, lanches e molhos, como o típico molho de soja. A matéria-prima para produção do açúcar de coco é a seiva das flores do coqueiro. Esta seiva é extraída da base das flores que ainda não brotaram. É feito um pequeno corte na base e então a seiva pode ser extraída, rendendo litros, dependendo da quantidade de água que o coqueiro recebeu.

Com relação às propriedades, o açúcar de coco possui pouca quantidade de glicose e frutose e grandes quantidades de sacarose, vitaminas B e C, ferro, zinco, potássio e magnésio. Ele não é recomendável para pessoas diabéticas, apesar de possuir baixo índice glicêmico (35 a 54). O importante é sempre consultar o seu médico para ver se é possível incluir esse alimento na sua dieta.

Como a sacarose está presente em grande quantidade no açúcar de coco, é importante para os diabéticos que o total de sacarose não ultrapasse 10% do valor calórico total da sua dieta no dia. Além disso, a Sociedade Brasileira de Diabetes recomenda que a sacarose seja substituída por outros carboidratos no plano alimentar. Para saber mais sobre o açúcar de coco, dê uma olhada na matéria: "Açúcar de coco: mocinho ou mais do mesmo?".

5. Farinha de coco

A farinha de coco é obtida como subproduto do leite de coco. Pesquisas apontam que alimentos preparados com farinha de coco possuem índices glicêmicos baixos e que, quanto mais farinha de coco é adicionada ao alimento, menor o índice glicêmico encontrado. Dessa maneira, a farinha de coco, que possui índice glicêmico 35, ajuda na prevenção e controle da diabetes, além de fornecer alternativas para alimentos que possuem altos índices glicêmicos, como massas e pães.

Além desses benefícios, a farinha de coco é livre de glúten e possui muitas fibras e proteínas, fazendo dela um dos melhores adoçantes naturais.

6. Xarope de bordo

O xarope de bordo é um adoçante natural que serve como uma alternativa ao açúcar branco e ao mel de abelha, podendo ser usado em vários pratos. Mais conhecido no mundo como maple syrup, é a seiva circulante das árvores de bordo. Apesar do nome ser pouco conhecido, a folha dessa árvore é bastante famosa, pois está presente na bandeira nacional do Canadá, sendo considerada um emblema do país. Mais de 80% da produção do xarope de bordo vem da província de Quebec, no Canadá.

Apesar de ser alto em açúcares, ele contém vitaminas, minerais e baixo índice glicêmico.

Fonte: eCycle


 
 
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